O que fazem estas “caras bonitas” no Observatório da Cortiça?

Depois de verem as fotos destes artistas no Observatório da Cortiça em Coruche, se vos perguntassem o que eles estariam lá a fazer quase que aposto que a maioria de vocês responderia que estavam a trabalhar numa das campanhas de promoção da cortiça incluída no InterCork. Se vos dissesse que não e levantasse um pouco o “véu”, dizendo que não estiveram lá por causa de nenhum assunto relacionado directamente com a cortiça, talvez alguns de vocês ainda adiantasse outra hipótese de que estariam lá a efectuar um trabalho para promover o que Coruche tem de bom.

Mas mesmo assim continuavam a não acertar, estas caras conhecidas estiveram no observatório da cortiça para a apresentação da nova novela da TVI, “Espírito Indomável” que vai ocupar o horário nobre.
Desculpem-me o atrevimento, mas… Foi para isto que o Observatório da Cortiça foi feito? Desde a sua inauguração que não ouvi falar em mais nenhuma utilização com utilidade significativa para o nosso sector, e depois de por acaso “tropeçar” nestas imagens começo a achar que este edifício vai ser “desaproveitado” e o investimento na sua construção não vai ter qualquer retorno prático para o sector a que se destinava… Fica o desabafo, em jeito de alerta para quem de direito pensar a sério sobre o assunto…

As tampas de rosca e a possibilidade de contaminação

Hoje enquanto almoçava reparei numa garrafa de vinho de “Casal Garcia – Rosé” que utiliza agora tampa de rosca de aluminio sem qualquer tipo de protecção. Continuar a ler

Alteração do site devido a problemas técnicos…

Devido a algumas anomalias com o anterior sistema de comentários, fui obrigado a proceder a algumas alterações…

Neste momento o conteúdo já foi todo importado para o novo formato, mas os comentários antigos ainda não estão disponibilizados.

Serão adicionadas novas funcionalidades em breve…

Boas Festas com muita Biodiversidade e Rolhas de Cortiça

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Qualquer semelhança com outras campanhas NÃO é coincidência

Chamem-me sonhador, mas como segundo alguns “é o sonho que comanda a vida” então não faz mal desejar um dia ver todos os vinhos com uma apresentação do género do que vemos em baixo. Desta vez esta imagem não é fruto da minha imaginação, é sim uma imagem real do vinho Torre do Frade Reserva produzido pela “Soc. Agrícola da Herdade de Torre de Curvo, lda”.

Mas não é só para mostrar este excelente exemplo de um vinho que presta informação sobre o tipo de vedante que escrevo hoje, esta empresa foi ainda mais longe e está a promover uma campanha publicitária onde promove a superior relação entre um bom vinho e a rolha de cortiça. Imagens como a de baixo podem ser vistas na “Revista Sábado” que sai amanhã dia 17-12-2009 além de uma campanha online em www.jornaldenegocios.pt
É sem qualquer sombra de dúvida uma campanha que quero aqui louvar e que deve ser apoiada por todo o sector. Finalmente começam a aparecer produtores de vinhos que percebem o que têm a ganhar em associar a sua imagem à utilização da cortiça…

Aproveito ainda a ocasião para anunciar que estou a preparar um pequeno contributo para promover e divulgar os produtores de vinho que dão ao consumidor a informação sobre o tipo de vedante utilizado. Será a minha forma de homenagem a quem de alguma forma atender ao pedido de todos os que assinam a petição “VINHO COM INFORMAÇÃO É OPÇÃO”. Mais informações sobre este assunto em breve…

Marcação Laser de rolhas

Ao ler hoje uma das notícias da RTC (Rede Temática da Cortiça do Engº Luis Gil) lembrei-me de um assunto que tinha feito um apontamento para falar sobre ele já no início de Fevereiro. Estou a falar de uma nova técnica de marcação de rolhas por laser desenvolvida através de uma parceria entre 3 entidades: A Vinico, a ON Láser e a portuguesa Azevedos Indústria S.A..
De acordo com um artigo da revista EUROPACORK esta técnica apresenta inúmeras vantagens face às técnicas de marcação existentes até agora (tinta, fogo, etc). A facilidade com que cada “marca” é criada através de qualquer ferramenta de edição de imagem em computador e depois é passada para a máquina Laser agiliza um processo que até aqui podia apresentar um elevado tempo de espera sempre que se queria criar uma nova “marca” para as rolhas. Segundo o mesmo artigo, além de ser mais ecológico e de ter uma maior definição nas imagens gravadas, este método permite obter a rastreabilidade de cada rolha. Esta verdadeira inovação é conseguida porque este tipo de marcação permite que cada rolha seja marcada com um “número de série” único.
Segundo a noticia do “Diário Digital Agrario” esta máquina (designada por Décork) está já a ser utilizada por duas empresas rolheiras, a “Vínico” e a “Rich Xiberta”

A mim pareceu-me bastante interessante a capacidade de imprimir um número de série único em cada rolha. Para além da mais valia em termos de rastreabilidade, esta capacidade de impressão diferente em cada rolha numa linha de produção pode ter aplicações de marketing. Dou-vos como exemplo as colecções de saquetas de açucar para café em que as marcas apostam para se diferenciarem (criando colecções sobre os mais diversos temas) . Outra possível aplicação poderia passar por exemplo por um qualquer concurso que um engarrafador quisesse fazer para promover um vinho seu, em que o prémio seria atribuído à rolha com uma determinada marca, ou ao consumidor que juntasse um conjunto de rolhas com determinada marca. Se esta nova máquina fôr mesmo uma realidade, penso que poderá ser mais uma ferramenta que pode ser aproveitada para acrescentarmos valor às nossas rolhas.

Ligações com interesse sobre o tema:
PDF do artigo da EuropaCork
http://www.diariodigitalagrario.net/versiones/rc2/articulo2.asp?id=46711
DéCork
Azevedos Indústria S.A.

“Cork Mark”: A identificação dos produtos com cortiça

cork_colors4Começo por apresentar o símbolo criado pela C.E.Liège há já alguns anos com a finalidade de identificar todos os produtos feitos de cortiça, ou que pelo menos 51% do seu peso seja de cortiça.
Este símbolo pode (ou poderia como vão perceber à frente) servir para identificar quais os vinhos que utilizam rolha de cortiça como vedante, tal como estamos a pedir na nossa Petição. De facto essa é uma das utilizações possíveis, e que está já em uso (embora muito reduzido). Aqui em Portugal a única marca de vinhos que conheço que está a utilizar esta “marca da cortiça” é a Ervideira, que se não os utiliza em todos pelo menos na maioria dos vinhos comercializados está presente no contra-rótulo da garrafa (ver exemplo na figura em baixo).
Mas porque é que esta marca não é já usada pelos produtores de vinho como forma de diferenciação positiva dos seus vinhos? Porque é que, em minha opinião, não temos legitimidade para pedir/exigir a esses mesmos produtores que utilizem esta marca, que se quer universal/internacional?
Pois bem, a resposta pode estar nas condições de utilização da mesma, nomeadamente no seu preçário. Posso até concordar que a utilização desta marca em alguns produtos possa/deva ser sujeita a um pagamento de licença de utilização (nomeadamente em produtos que tenham a ganhar em utilizar a imagem da cortiça para se promover), mas no que aos vinhos diz respeito penso que se passe o contrário.
A Indústria da Cortiça teria a ganhar se os produtores de vinho indicassem que utilizam a cortiça, para que dessa forma os consumidores pudessem ser induzidos (nomeadamente pelas campanhas de promoção e divulgação da cortiça) a boicotar os vedantes alternativos. Obviamente que isto não acontecerá a 100% “da noite para o dia” mas penso que ao cobrar pela utilização da marca que “criamos” podemos estar a dar sinais que vão contra o que desejamos.

Este problema poderia ser contornado de diversas formas, e deixo-vos a seguir algumas ideias:
-Estipulando no regulamento de utilização da “Cork Mark” diversas situações em que a utilização deste símbolo fosse gratuita (nas situações que fosse considerado ter vantagens para o sector em geral).
-A C.E.Liège poderia alterar os regulamentos de forma a que, por exemplo os fabricantes/fornecedores de rolhas quando na posse do direito de utilização da “Cork Mark” pudessem oferecer essa utilização aos produtores de vinho sempre que estes estivesem a utilizar as suas rolhas. Esta alteração serviria para melhorar o relação cliente/fornecedor, pois estes fornecedores de rolhas teriam algo para “oferecer” aos engarrafadores para estes diferenciarem o seu vinho, indo de encontro a que os consumidores querem.
-Outra forma poderia passar pela criação de um novo símbolo de identificação, este destinado apenas ao produto ROLHAS. Este símbolo poderia ter utilização livre por parte dos engarrafadores e poderia ir até mais longe ao ter algumas variantes para diferenciar se estaríamos perante uma rolha 100% natural ou por exemplo de uma “rolha técnica”.

Não nos podemos esquecer que se houver alguma regulamentação legislativa que venha no futuro a obrigar a identificação do tipo de vedante, essa identificação não passará obviamente por um símbolo que implique um pagamento de direitos de utilização.
Estas são apenas algumas divagações pessoais, e têm como objectivo fomentar a discussão sobre o tema. Por isso fico à espera das vossas opiniões e comentários.
E já sabem, não deixem de assinar e divulgar a nossa petição (http://www.peticao.ecologicalcork.com) que já conta com mais de 3500 assinaturas.

ervideira_cork_mark

PETIÇÃO: Vinho com informação é opção

Após alguns atrasos por motivos pessoais, e outros por alguns contratempos “técnicos” dou início à recolha de assinaturas para a nossa petição online. Tal como já tinha adiantado (aqui) a ideia desta petição nasceu devido ao problema da falta de informação nas garrafas de vinho sobre o tipo de vedante utilizado. Quantos de vós já foram surpreendidos ao abrir uma garrafa de vinho e ela ter um vedante sintético? Para quem quer defender a cortiça essa é uma situação frustrante, uma situação que nos leva a pensar o que pode ser feito para não termos essas (desagradáveis) surpresas.
A resposta é simples, os vinhos deveriam trazer informação sobre o tipo de vedante utilizado. Acredito que nos dias de hoje um determinado vinho ao anunciar que utiliza rolha de cortiça será discriminadopositivamente pela esmagadora maioria dos consumidores, por isso passa por cada um de nós (consumidores anónimos) juntar a sua força para que esta seja uma prática corrente. É por isto que esta petição é do interesse de todos os consumidores sem excepção. Vamos juntar as nossas assinaturas como forma de pressão…

peticaowww.peticao.ecologicalcork.com

Mas junto de quem, e de que forma, será exercida essa pressão?
A ideia original passava por depois de recolhido um número significativo de assinaturas, utilizar essa “força” junto de dois grupos. Primeiro junto dos próprios produtores de vinho, mostrando-lhes que os consumidores querem ser informados e como tal só têm a ganhar ao incluir essa informação nos rótulos e/ou contra-rótulos das suas garrafas.
Outro grupo a sensibilizar seria o das cadeias de distribuição (ex.: hipermercados) fazendo com que estes percebam os desejos dos consumidores e dessa forma façam eles próprios pressão junto dos produtores e além disso possam por iniciativa própria prestar essa informação (ex.: de uma forma simples uma qualquer cadeia de supermercados pode anunciar que todos os vinhos da sua marca utilizam rolhas de cortiça). Mas entretanto surgiu também a ideia (aqui no blogue) da petição ser direccionada também à Assembleia da República para que se legisle no sentido da obrigatoriedade de incluir essa informação nos rótulos das garrafas.

Penso que esta iniciativa é do interesse de todos, por isso além da vossa assinatura peço ajuda na divulgação desta petição. Divulguem pelos vossos contactos explicando-lhes os objectivos desta iniciativa, no site da petição podem retirar banners publicitários que podem incluir nos vossos blogs…

Os consumidores têm o poder de optar?

garrafas

Ao longo dos últimos anos têm-se feito algumas campanhas em defesa da cortiça, que têm de forma gradual vindo a melhorar a imagem da cortiça e dos seus produtos. Nos últimos tempos as questões de defesa do ambiente, quer pela via da biodiversidade quer pela via do potencial de reciclagem e reutilização da cortiça, têm alertado os consumidores anónimos que até então desconheciam a importância de se defender este tesouro ambiental.
Considero que esse objectivo das campanhas promocionais está a ser conseguido, MAS, se ficarmos por aqui temo que os resultados práticos sejam insignificantes.
É importante que os consumidores associem a imagem da cortiça à defesa do ambiente, mas se ao chegarmos aos supermercados não podermos escolher o vinho que compramos tendo a garantia que o vedante é a rolha de cortiça, de nada serve termos essa convicção. Eu próprio já “enfiei o barrete” ao experimentar um vinho que comprei num hipermercado, e quando o abri em casa a rolha era sintética.

A APCOR e a C.E.Liége estão a tentar fazer pressão ao nível da Comunidade Europeia para que seja criada legislação que obrigue os engarrafadores a indicarem o tipo de vedante que utilizam nas garrafas, mas infelizmente todos nós sabemos que essas coisas por vezes demoram demasiado tempo, tempo que este sector pode não ter…

E nós??? O que é que podemos fazer??? Tenho andado com a ideia de criar um abaixo assinado (Petição Online) com o objectivo de pedir aos engarrafadores e às cadeias de distribuição que informem sobre o tipo de vedante que utilizam nos seus vinhos.
A ideia não é que o abaixo assinado seja a pedir que utilizem cortiça, é acima de tudo a pedir que nos informem quando o fazem. Desta forma, penso ser possível conseguir maior adesão de consumidores anónimos a quem pedir que se utilize cortiça pode não dizer muito, mas pedir para estar informado é um direito que interessa a todos os consumidores.

E vocês?? O que dizem disto?? Será um delírio meu, ou acham que possa ter alguma importância (por mais pequena que seja)… Fico à espera das vossas opiniões, comentários e ideias antes de avançar com esta acção.

Razões para uma escolha lógica (4)

Escolhedoras

Depois das razões ambientais e das razões objectivas de benefícios para os vinhos, chegou a altura de apresentar mais um conjunto de razões para defendermos a utilização da cortiça:

Razões económico-sociais

Este é um sector que em Portugal tem um peso bastante elevado do ponto de vista económico e social. Por si só representa 2,3% das exportações nacionais, e não nos podemos esquecer que estamos perante um sector que do ponto de vista das importações quase não tem significado. Ou seja, em termos de balança comercial (exportações vs importações) o sector da cortiça tem um peso positivo muito superior a outros sectores que apesar de percentualmente exportarem mais, têm o reverso da medalha que é o de terem de importar (quer tecnologia, quer matérias-primas).
Do ponto de vista social este é também um sector muito importante, calculando-se que actualmente empregue de forma directa e permanente cerca de 12.000 trabalhadores. A estes trabalhadores podemos acrescentar a mão de obra sazonal, gerada na altura da tiradia e que representa muitas das vezes um bom “fundo de maneio” para os trabalhadores rurais dessas zonas. Os próprios montados, e as actividades a ele ligadas (caça, turismo, pecuária, etc) são um exemplo de exploração florestal sustentável, visto que contribuem para a fixação de populações em regiões de clima hostil e geograficamente afastadas dos centros urbanos.

Em alturas como as que atravessamos, de crise, os engarrafadores ao optarem pela cortiça estão a contribuir para a manutenção de postos de trabalho, já que este sector emprega muito mais populações do que a produção dos vedantes alternativos. A campanha destinada ao consumidor final que diz “Compro o que é nosso” acho que também deveria estar no subconsciente dos engarrafadores nacionais. Esses têm de ter a noção que ao optarem pela cortiça estão a contribuir para a manutenção de postos de trabalho em Portugal e por isso de forma indirecta contribuem para que o mercado (os seus potenciais clientes) continue a funcionar.Compronosso