Em Outubro de 2010 o mundo viu, da pior maneira, o impacto que a exploração de minas de Alumínio pode ter no meio que as rodeia. Agora que as objectivas já não estão viradas para o povo de Ajka e as outras 2 cidade no Oeste da Hungria torna-se difícil sabermos as consequências que tal catástrofe ambiental trouxe para aquela população e o seu ambiente. Uma das últimas referências que encontro é um artigo no “The New York Times” que data de Junho de 2011 e que vale a pena ler… Relembro que as notícias da altura apontavam para 10 mortos, mais de 150 feridos, e um número superior a 3 centenas de habitações/prédios destruídos.

É certo que todos lamentamos o que aconteceu na Hungria mas é também certo que facilmente muitos de nós atribuem-no ao acaso de um qualquer “azar” ou que a culpa de tal acontecimento é dos outros (políticos, empresários, entidades fiscalizadoras, etc…). No passado dia 28-2-2012 o chefe da comissão parlamentar de inquérito,  Lajos Kepli, criada para a investigação do acontecimento de 2010, deu razão a tal forma de pensar (a que atribui culpas aos empresários, políticos, etc.). Esta comissão de inquérito concluiu que o vazamento de 1.000.000m³ de substâncias altamente tóxicas de um depósito da empresa Ajka Alumina se deveu a (fonte da notícia):

  • Negligência da empresa (Ajka Alumina). Falando da abordagem descuidada, errada e irresponsável da mesma.
  • Falta de licenciamento (e rotulagem como substância perigosa) do reservatório.
  • Falta de directivas da União Europeia que deveriam existir já na Hungria e que ao não existir permitiu que a catástrofe acontecesse.
É certo que tais culpas têm de ser apuradas e os responsáveis deveriam ser severamente punidos. A exploração de um material, neste caso alumínio, que tantos problemas pode criar tem de ser vigiada de perto e com um acrescento de medidas preventivas enormes. Mas além destes culpados, todos os que preferem “sacudir a água do seu capote” têm de assumir e pensar nas consequências que as suas escolhas podem ter no meio ambiente e na vida de populações inteiras. Quando se opta pela utilização/consumo de vinho com as tampas roscadas de alumínio temos de saber que são problemas destes que essa tampa representa.
  1. Os produtores vitivinícolas têm de pensar se querem ter associados aos seus produtos a imagem da exploração excessiva e não renovável de recursos naturais…
  2. Os consumidores, que quando vêm nos telejornais imagens de catástrofes facilmente se revoltam com o assunto e enchem as redes sociais de mensagens de compaixão para com os atingidos, têm de se lembrar que muita das vezes PODEM (e devem) fazer opções mais responsáveis e mais humanas…
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