Depois de verem as fotos destes artistas no Observatório da Cortiça em Coruche, se vos perguntassem o que eles estariam lá a fazer quase que aposto que a maioria de vocês responderia que estavam a trabalhar numa das campanhas de promoção da cortiça incluída no InterCork. Se vos dissesse que não e levantasse um pouco o “véu”, dizendo que não estiveram lá por causa de nenhum assunto relacionado directamente com a cortiça, talvez alguns de vocês ainda adiantasse outra hipótese de que estariam lá a efectuar um trabalho para promover o que Coruche tem de bom.

Mas mesmo assim continuavam a não acertar, estas caras conhecidas estiveram no observatório da cortiça para a apresentação da nova novela da TVI, “Espírito Indomável” que vai ocupar o horário nobre.
Desculpem-me o atrevimento, mas… Foi para isto que o Observatório da Cortiça foi feito? Desde a sua inauguração que não ouvi falar em mais nenhuma utilização com utilidade significativa para o nosso sector, e depois de por acaso “tropeçar” nestas imagens começo a achar que este edifício vai ser “desaproveitado” e o investimento na sua construção não vai ter qualquer retorno prático para o sector a que se destinava… Fica o desabafo, em jeito de alerta para quem de direito pensar a sério sobre o assunto…

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9 Responses to O que fazem estas “caras bonitas” no Observatório da Cortiça?

  1. admin diz:

    Só mais uma nota para que não me interpretem mal:
    Não tenho nada contra que a Câmara de Coruche utilize o edificio em questão como sala de eventos e/ou sala de receber as suas visitas. A minha “indignação” é pelo “Observatório da Cortiça” ainda não ter tido qualquer utilização para o destino que todos deste sector desejaríamos…

  2. Margarida diz:

    O Senhor, que presumo ligado ao sector, já propôs alguma utilização deste Observatório mais consentânea com os objectivos do sector a que se destina?
    Ou está à espera que os retornos práticos para o sector a que se destinava sejam originados por uns e aproveitados por todos?´
    Infelizmente é o que se passa em Portugal: todos querem instituições disto, fileiras daquilo, organizações daqueloutro, mas como elas não funcionam se os interessados as não puserem a funcionar…
    Não é uma crítica: é um desabafo. A forma adequada de instar estas organizações a realizarem os fins para que são criadas é os interessados desafiarem-nas a isso e não o contrário.

  3. Sofia diz:

    Falei com a CM. Coruche sobre o papel do Observatório e o que estava pensado para promover e dinamizar aquele espaço. A sra. ficou atrapalhada e não deu resposta convincente.
    Fique um pouco desiludida…

  4. Fernando diz:

    Caras bonitas mesmo!
    Devem ter feito lá o que fazem aqui: alegrar o ambiente!

  5. Olá a todos!
    Chamo-me Pedro Orvalho, sou adjunto do presidente da Câmara Municipal de Coruche e estou à inteira disposição do administrador deste sítio, para o esclarecer sobre toda e qualquer questão que envolva a Câmara Municipal de Coruche ou o Observatório do Sobreiro e da Cortiça.
    Antes de se publicarem disparates e comentários ignorantes, devemos primeiro que tudo, procurar mais informação sobre o assunto em causa.
    Para não me alongar mais, digo-vos apenas o seguinte: a tal telenovela da TVI, que foi apresentada no Observatório do Sobreiro e da Cortiça, tem uma história que se desenrola em torno de duas famílias rivais, produtoras de cortiça e criadoras de gado.
    No Observatório já se realizaram aulas (prof. Santos Pereira), conferências, lá está instalado uma biblioteca e centro de documentação do sector, salas de formação (já utilizadas) lá ficará instalada a sede da FILCORK, acolherá também a Plataforma de Transacção da Cortiça APFC e mais uma vez irá acolher os painéis científicos da FICOR (www.ficor-coruche.com )… se você que está a ler este comentário está ligado à fileira e tem propostas a fazer, não hesite, envie-as para o meu e-mail: pedro.orvalho@cm-coruche.pt ou para o e-mail da minha colega Dra. Susana Cruz, responsável pelo gabinete de desenvolvimento económico: camara.gpde@cm-coruche.pt

  6. admin diz:

    Caro Pedro Orvalho, Fernando, Sofia e Margarida,

    Antes de mais deixem-me agradecer e louvar os vossos comentários sobre este assunto e sobre ele escrever “mais umas linhas” em resposta principalmente ao Sr. Pedro Orvalho:

    -Temo que tenha interpretado mal as minha intenção ao publicar este “post”, eu não estava contra o facto da novela da TVI ter sido lá apresentada. E prova disso, é que imediatamente a seguir à publicação do “post” fiz um comentário para reforçar essa ideia. APENAS queria provocar a discussão sobre o que se poderia fazer ou (pelos vistos, e ainda bem) o que se ESTÁ A FAZER no Observatório da Cortiça.

    -Sobre o “procurar antes de publicar disparates”, desde a inauguração do Observatório da Cortiça não vi em lado nenhum referências às utilizações do edifício. Quando me apareceram estas notícias da apresentação da novela fui até ao site da vossa Câmara Municipal tentar ver se haveria por lá alguma coisa sobre o assunto, e as únicas referências que por lá se encontram são à FICOR 2010 (que entre hoje e amanhã terá o natural destaque aqui no site) e uma notícia sobre o desfecho de um caso em tribunal sobre uma “pseudo-comissão de inquérito” que para aqui nada interessam. Por isso como vê procurei nos locais que me parecem “mais óbvios”.

    -Mas ainda bem que publiquei estes mesmos “disparates”, porque consegui com isso que se tornasse público o que se tem feito no Observatório da Cortiça.

    Desde o ínicio do EcoLogicalCork, além de ir reunindo o que se diz e faz no nosso sector, tive sempre como objectivo PROVOCAR (RE)ACÇÕES. Há já algum tempo que não conseguia isso, mas parece que com este “post” o consegui de novo.
    Peço a todos que aproveitem este espaço para com diálogo podermos criar ideias, e aplica-las na prática.

  7. Margarida diz:

    Evocou o meu nome, mas não para me dizer o que quer que fosse.

    Provocação? E que tal propor alguma acção ao Observatório da Cortiça, a nós todos que regularmente passamos por aqui?

    Cntinua à sombra do chaparro?

  8. admin diz:

    Margarida,

    Evoquei o seu nome com intenção de lhe agradecer o comentário. Em relação possíveis utilizações para o Observatório, no esclarecimento do Pedro Orvalho parecem-me que estão por lá alguns bons indícios, senão vejamos:

    -Local de formação (com a realização de aulas e sessões de formação)
    -Biblioteca/Centro de documentação
    -Sede de organizações/associações do sector

    Lembro-me que o ano passado na inauguração do Observatório ouvi muitas queixas por parte dos produtores florestais que não tinham onde nem a quem recorrer para obter informação e/ou formação nos aspectos práticos da boa gestão florestal. Debateu-se a falta de formação e o risco de extinção da “arte dos tiradores de cortiça”, por isso parece-me que se o Observatório está a dar os primeiros passos em termos de disponibilizar formação é de louvar.
    A questão da biblioteca/centro de documentação, se fôr algo bem trabalhado penso que também poderá ter o seu interesse. Se conseguirem reunir lá uma grande quantidade (com qualidade) de documentação científica e/ou técnica sobre o nosso sector (desde a produção até à transformação) deixará de existir a desculpa de não saberem onde ir para estudar e pesquisar sobre os problemas existentes.

    Achei interessante quando vi referências a uma Plataforma de Transacção da Cortiça que pelos vistos vai ser inaugurada este fim de semana durante a FICOR. Sobre este assunto não tenho mais informação, e já desafiei quem a tiver a partilhar connosco no artigo sobre a FICOR.

    Eu partilho da sua opinião de que em Portugal gostamos todos de achar que a obrigação de fazer alguma coisa é dos outros, que a “culpa é dos políticos”, dos “chamados grandes”, das associações. Em parte foi para fazer alguma coisa contra esse sentimento que criei o EcoLogicalCork, para tentar mostrar que cada um de nós pode dar o seu contributo, por mais pequeno que ele seja e que por vezes não é preciso andar sempre a criar novas associações/organismos para que as coisas passem a funcionar melhor…

    Criticas objectivas ao que tenho feito (ou tentado fazer), acredite, são bem-vindas (principalmente as que não concordarem com alguma coisa que tenha dito ou feito). Mas por favor sejam objectivos e deixem insinuações de parte…

  9. Pedro Orvalho disse:
    “tem uma história que se desenrola em torno de duas famílias rivais, produtoras de cortiça e criadoras de gado.”

    Só pode ser para rir, então os tipos fazem um investimento, têm aquilo as moscas, não havendo qualquer uso em I&D e congratulam-se com o facto da malta dos morangos ter usufruído do espaço.

    Mas que assessor é este que aqui se identificou alvitrando justificações bacocas?
    É este o calibre dos boys nas nossas Câmaras?

    Oh Pedro Orvalho, entrega o telemóvel, o carro e o ordenado ao socialista mais próximo e dá o lugar a outro.

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