Antes de começarem a ler estas linhas carreguem no “PLAY” e com as colunas ligadas vão ouvindo a música e deitando o olho ao vídeo.
Na altura em que começa a tiradia de cortiça por esses montes de Portugal (e Espanha) queria deixar aqui este post de homenagem a todos os trabalhadores que com as suas mãos (e a ajuda de um machado) fazem o que para mim é o “nascimento” (parto) da cortiça. Faço a analogia entre parto e descortiçamento, porque tal como as crianças crescem durante 9 meses na útero da mãe também a cortiça precisa de 9 anos para estar pronta para largar o sobreiro. Na altura dos verdadeiros partos, por muito auxílios técnicos que estejam à disposição dos médicos assistentes são as suas mãos que chamam a si o principal papel, acontecendo o mesmo com os tiradores, que por muitas ferramentes de auxílio à tiradia que apareçam são as suas mãos que sentem e executam o arrancar da cortiça do sobreiro. Tal como com as crianças que após o parto estão prontas para evoluirem e crescerem ao longo da vida, também a cortiça “começa a sua vida” após o descortiçamento, evoluindo por diversas etapas até chegar aos produtos finais nas diversas formas que os consumidores a conhecem.

A homenagem que presto a estes homens e mulheres, na forma do vídeo/música que encontrei na net, é apenas simbólica mas é a que está ao meu alcance. Sem dúvida que preferia ter forma de dar trabalho a muitos que este ano, devido às condições dos mercados, não conseguem alcançar os mesmo rendimentos de outras temporadas porque muitos “lavradores” estão a optar por não tirar a cortiça, isto devido à falta da procura que sentem… Fica também aqui a referência a um texto interessante que está no site da APCOR intitulado “A CHEGADA DOS TIRADORES DE CORTIÇA” que relata alguns episódios da vida numa aldeia Alentejana.

Ligações com interesse:
Página com mais videos do mesmo autor no SAPO VIDEOS
A chegada dos tiradores de cortiça

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