Ontem no Telejornal da RTP1 depois da noticia da apresentação do Plano de Apoio à Indústria da Cortiça passaram uma reportagem sobre o “vedante da moda”: as tampas metálicas de rosca.

Até aqui tudo bem, é uma realidade com que temos de lidar e contra a qual temos de lutar. Na peça era apresentado o exemplo das caves “Montez Champalimaud” no Douro, como sendo o primeiro caso português que utiliza este tipo de vedante em toda a sua produção.

As tampas metálicas com rosca (utilizo este nome propositadamente porque o nome anglo-saxónico dá-lhe um ar pomposo e de moda) foram apresentadas como um elemento que garantia a 100% a eliminação do problema do TCA, o que não é verdade, pois já foram descobertos vinhos com este vedante em feiras internacionais que após uma prova cega foram identificados problemas de TCA.

Mas mais grave do que isso na minha opinião foi quando apresentaram o reverso da medalha e falaram dos problemas de redução que este tipo de vedante pode trazer para os vinhos. Falaram que para vinhos de guarda superior a 10 anos poderia haver esse problema… 10 anos???? Já foram referenciados vinhos que utilizam vedantes metálicos de rosca com graves problemas de redução ao fim de 2 anos. É completamente diferente do ponto de vista do engarrafador, saber que pode ter problemas passados 2 ou 3 anos em vez de poder ter problemas ao fim apenas de 10 anos.

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