Como acham que anda a imagem da cortiça por esse mundo fora?
Alguns dirão que nunca esteve melhor, outros que já esteve pior e os mais desanimados dirão certamente que nunca esteve tão má. Eu acho que já esteve pior, mas mais importante do que o estado actual temos de conseguir projectar a imagem deste produto para patamares em que nunca esteve.

corticasexy

Certamente será difícil criar uma imagem apelativa na cabeça do público em geral sempre que ouvem falar em rolhas de cortiça, mas podemos aos poucos ir lutando contra isso. As próprias novas aplicações da cortiça (na indústria da moda, do design, etc.) estão a mudar a imagem do sector e podem ajudar na alteração da percepção das potencialidades da cortiça.

Do ponto de vista da publicidade, falando das várias campanhas efectuadas (ex.: CIC ICIC IICIC III, …) podemos achar que os resultados ficaram aquém do desejado para a imagem das rolhas de cortiça. Mas certamente para alguma coisa serviram, se mais não fosse para que se perceba para onde se devem apontar as energias para que o futuro seja mais promissor.

Estas campanhas tiveram sempre acções distintas destinadas a vários alvos (consumidor final, engarrafadores, “opinion makers”, etc.). Mas eu pergunto:

  • De que serve criar uma imagem positiva das rolhas de cortiça junto do consumidor final se quando chegam à prateleira do supermercado o vinho que lá está tem todo vedantes sintéticos?
  • De que serve ao consumidor querer comprar vinho com rolha de cortiça se quando olha para as garrafas no supermercado não tem como saber qual o vedante que nela vai encontrar quando chegar a casa?
  • De que serve sensibilizar o engarrafador se depois este chega junto das grandes cadeias de distribuição mundial e estas lhe impõem o uso de vedantes sintéticos, por uma qualquer razão mais ou menos bem orientada?

Para finalizar, que o texto já vai longo, se o que queremos é recuperar parte do mercado perdido para os vedantes alternativos temos de mostrar às cadeias de distribuição que podem e devem confiar (ou voltar a confiar) nas rolhas e cortiça e com isso teremos mais de metade do caminho feito. Posteriormente poderemos dizer ao consumidor final que as rolhas são um produto: ecológico, um produto na moda e porque não um produto sexy. (Sobre as rolhas serem um produto sexy, ouvi à pouco tempo um empresário deste sector dizer: “Tocar numa rolha de qualidade é como tocar o corpo de uma bela mulher”).

Fico à espera das vossas opiniões sobre o que fazer para construirmos uma imagem sobre as rolhas de cortiça mais próxima do seu real valor (quer em termos de comportamento como vedante, quer do ponto de vista ecológico ou mesmo sócio-económico)…

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